sexta-feira, 30 de abril de 2010

A vida e o mar




É incrível como a vida parece o mar. Quando tudo parece calmo, na santa paz, vem uma onda e destrói tudo.


Meu dia hoje foi exatamente isso. As coisas estavam correndo extremamente bem, pela manhã aconteceu o juri simulado no meu colégio, e eu como promotora de acusação exerci meu papel formidosamente e impecavelmente segundo o que disseram. Pois bem, me dirigi até minha casa, sentei a mesa para comer peixe requentado, e em seguida o meu saboreoso e tradicional Amor Carioca.


Minha casa gelada, parecia um filme de terror, as luzes apagadas. Resolvi ao invez de ir pro meu intediante msn, orkut, etc e tal, sentar ao sol, vendo ele brilhar como nada brilha no mundo, e poder ser alvo dos seus raios, absorvendo o calor. Aquecida adormeci por alguns segundos e de repente acordo com os gritos ensurdecedores da minha mãe. Rotina, rotina, já estou acostumada.


Me levantei como uma zumbi, entando novamente na minha congelada casa e fui relativamente dormindo até meu quarto. O telefone toca, e recebo a mais bombástica noticia que podia receber, ou então a mais ridícula e cretina pergunta. Irritante, da vontade de dar socos nas´paredes, mas é necessário respirar e continuar.


Achei que indo pra academia, trabalhar um poucos meus musculos, e colocar toda minha força no fabuloso jump ia adiantar, mas me enganei. Piorou, aquele negócio me deu um cançaso exaustivo e uma dor de cabeça latejante como uma construção no apartamento em cima do seu.


E a onda estava alí, a calmaria e a paz tinham ido inevitavelmente embora. Era preciso nadar, nadar e nadar, eu nadei. Nadei pouco. Cansei, por isso resolvi deixar-me boiar, deixar que as ondas me levasse, seja para a costa ou pra profundidade oceanica.


Finalmente sinto alguém me puxando para beira-mar, e tudo parece estar se acalmando.


Só quero paz, só quero a calmaria, que a positividade tome conta do meu ar, e não deixes as enormidades ondas me levar.

Um comentário:

Quem sou eu

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Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil
É claro que eu não sou a melhor pessoa do mundo, mas também não sou a pior. Defendo minhas opiniões, defendo tudo que é meu. Sou extremamente do clube dos intensos, ou é ou não é. Escrever pra mim é uma forma de eu rir, de eu chorar, é uma forma de expressão. Sou autêntica e dedicada. E para mim o que vale é ser feliz e aproveitar os momentos em que este belo universo nos proporciona, pois se estamos aqui é porque somos alguém e temos nossa missão. "Metamórfica como a lua. Enigmática como o espaço sideral. Extremista como os sentimentos. Vivendo em busca da felicidade constante, sem sofrimentos."