quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Situação precária - transportes públicos

Faz um tempão que eu não venho aqui falar bobagens (que talvez não sejam tão bobagens assim) mas enfim, hoje vou comentar sobre algumas situações.

Algum dia desses muito quentes aqui na capital, após um dia inteiro de gravações do curta metragem, tive que ir para a casa de uma amiga terminar umas narrações.

Saímos do colégio, descemos a Luis de Camões (uma das lombas maiores e mais cansativas de Porto Alegre, acredite), e fomos até a bendita parada da Avenida Bento Gonçalves. Eram aproximadamente cinco e meia da tarde. Dá para imaginar. Aquele povo, suando, com a roupa grudada no corpo, o desodorante que teria sido ou não colocado lá pelas sete da manhã já estava totalmente vencido, sem falar na cara de desânimo e mau humor das pessoas que precisam enfrentar transportes públicos na capital nesse horário. Horrível. Não pode existir outra descrição. Esperamos uns sete minutos pelo ônibus, Santa Maria. Entramos no maldito. Depois de muito sacrifício consegui passar na roleta (era impossível de passar pois não tinha espaço algum do outro lado). Foi instantâneo, passei e não respirei mais. Um empurra empurra, um cara quase arrancando minha bolsa transversal, outro com o braço no meu nariz (que estava com certeza mais limpo que o próprio braço do cidadão), uma mulher com uma cara de psicopata me encarando. Eu trocava olhares desesperados com as minhas duas amigas. Estávamos as três numa situação desesperadora, num aperto. Percorremos todo o trajeto na mesma situação, em pé, sendo esmagadas, quase atropeladas e ainda sendo olhadas com olhares diabólicos. Depois de uns 10 minutos desembarcamos finalmente e saímos daquela situação, vivas.
Fico imaginando, não querendo ser nojenta nem fresca, mas como sentem-se as pessoas que necessitam enfrentar essa situação nojenta e sufocante todos os dias? Onde esta a fiscalização disso? Não é possível que os órgãos públicos possam achar normal um a situação como essa. Claro que eles não devem nem saber que isso ocorre, porque não devem pegar ônibus todos os dias. É como a educação no Brasil. Os filhos e netos dos presidentes não estudam nas escolas públicas, e sim no exterior. Por quê? Com certeza, se a educação e o transporte público tivesses boas condições, estas pessoas "superiores" usufruiriam desses recursos.
Essa situação toda não é digna. Não pode ser. Os trabalhadores e os estudantes merecem situações humanas! É dever e direito dos cidadãos. É DEVER das autoridades públicas melhorarem estes recursos e tornarem digna a situação que enfrentam milhares e milhares de pessoas todos os dias na busca de uma vida melhor.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

"É o sol que aparece
Os raios que me aquecem
A luiz que espairece
É o vento que me bate
Com a força que me esfria
E a velocidade que me guia
São as núvens que me acobertam
Com sua fofura, ó ducura
É a chuva que me molha com tantas gotículas
Nem tão finas quanto o ar
Nem tão volúveis quanto o vento
Chega a noite vai o dia
O sol se pondo com a iluminação sumindo
A noite chegando, com a escuridando vindo
Constantemente, a brisa sentindo."

Quem sou eu

Minha foto
Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil
É claro que eu não sou a melhor pessoa do mundo, mas também não sou a pior. Defendo minhas opiniões, defendo tudo que é meu. Sou extremamente do clube dos intensos, ou é ou não é. Escrever pra mim é uma forma de eu rir, de eu chorar, é uma forma de expressão. Sou autêntica e dedicada. E para mim o que vale é ser feliz e aproveitar os momentos em que este belo universo nos proporciona, pois se estamos aqui é porque somos alguém e temos nossa missão. "Metamórfica como a lua. Enigmática como o espaço sideral. Extremista como os sentimentos. Vivendo em busca da felicidade constante, sem sofrimentos."