domingo, 9 de janeiro de 2011

Anormalidades virando normalidades

Estranho pensar na sociedade moderna. Além de estranho, inconformável. Lendo "Férias" da Marian Keyes observei e caí em si perplexa com um absurda anormalidade que hoje é normalidade. Concordo que na sociedade moderna, muitas coisas mudaram pra melhor. Coisas do tipo a independência das mulheres, a questão do voto na política, a liberdade de expressão e etc. Porém existem coisas que ultrapassa dos entendimentos do ponto de vista da valorização da humanidade. Antigamente a questão vícios, drogas, depressões e esse tipo de doenças sérias que estão ligas a força de vontade e também a problemas psicológicos eram praticamente inexistentes, sendo totalmente anormais. Agora, as coisas mudaram. A coisa mais natural é qualquer pessoa por qualquer motivo tornar-se depressiva (digo qualquer motivo mesmo). A impressão que tenho é que as pessoas tem preguiça de serem felizes, preguiça de se valorizar e ir em busca dos seus objetivos, preguiça de levantar a cabeça e dizer: eu sou maior que uma tristeza. Eu tenho potencial para superar meus obstáculos. Eu gosto de mim e preciso me valorizar. Não. Ao invés de quererem a saúde, a felicidade trancam-se dentro de um quarto, se acham horríveis, tomam um kg de remédios fortíssimos por dia(que acabam deixando a pessoa meia tchuca) e acabam de afastando dos amigos, da família, do trabalho, da vida. O mais impressionante: hoje em dia é NORMAL. Como? Me diz, me dá argumentos, como pode ser normal alguém se deixar tomar de tristeza e se dopar todos os dias? Não consigo entender. Isso não pode ser normal. Problemas TODO MUNDO TEM, e cada um com seus motivos. Mas estes não são maiores do que uma vida, uma alegria, uma vontade de viver. Continuando meu raciocínio mas mudando um pouco de ponto... as drogas, os vícios...
Penso, reflito, analiso. Cada vez que entro em algum web site e vejo noticiários do tipo "Lindsay Lohan novamente é internada por ser encontrada com drogas" ou "Brytney Spears perde guarda dos filhos por ser considerada toxicômaca" entre tantas outras fico boquiaberta. A normalidade e a frequencia que este tipo de noticia acontece e absurda. Parece que virou moda se drogas e jogar a vida inteira fora depois de conquistar o sucesso(ou não). Essas celebridades não tem motivos pra isso e por isso odeio aqueles psicanalistas que dizem que quando as pessoas se drogam é por tal coisa ou outra. É até relevante um medingo, sem um lar, sem um alimento, sem apoio nenhum se drogue, afinal de contas ele não tem nada a perder ao contrário do outro tipo de gente. No livro em si, uma criatura acha absolutamente normal ser toxicômaca(ingerir substancias toxicas umas 2 ou 3 vezes na semana não faria tão mal, não acham?), e sobre tudo acha que loucos são os pais, os amigos, e os outros que consideram ela uma doente. Humanos, vocês são doentes de ingerir essas porcarias. E por terem probleminha aí sim, tornam-se gravemente doentes. Fico **** de verdade, não admito isso, não admito que seja normal. Não admito que seja moda. Não admito que ainda valorizem esses doentes.
Humanos tão poderosos, porque não dividem esse poder e ao invés de destruirem o mundo não aprendem a se constituir para levarem uma vida digna, se valorizando e sendo saudáveis?

"A destruição do mundo, está cada vez mais destruindo a vida da humanidade!"

SÓ UM PS: Podem me chamar de louca, é apenas uma reflexão cm audácia junto com fúria e indignação.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Férias e mais férias. Pelo fato das minhas férias estarem correndo em Porto Alegre e eu não ter nenhum tipo de ocupação específica fico alugando minha cabeça com várias coisas, umas boas e outras nem tanto. Acho que pior do que ter muita coisa pra fazer é não fazer nada, ainda mais nas férias. Deixa eu ver... meu pai morando em outra cidade, vindo só aos finais de semanas, minha mãe sai as 9 e chega as 19, meu namorando estudando pro vestibular, minhas amigas umas preguiçosas que dormem, e eu aqui. Acabo que fico pensando, pensando, pensando e pensando o dia todo. Penso em 2011, como será? Não quero estudar no meu colégio, só que a minha mãe já fez minha rematrícula. Várias amigas e professores queridos saíram de lá. Não tenho motivação pra querer ir pra escola. Além disso sei que com apenas o colégio eu não vou passar na UFRGS ou na UFPEL no vestibular de 2012. Eu quero muito isso, queria muito passar em 2012 por vários motivos. Primeiro que meu conceito aqui em casa aumentaria muito. Segundo que eu poderia ganhar uma recompensa boa por isso dos meus pais. Terceiro que eu não iria perder um ano inteirinho estudando um monte de coisas chatas que eu já aprendi. Mas então, pra isso acontecer eu precisaria fazer um cursinho pré vestibular à tarde, o que ocuparia muito minhas horas e me deixaria apenas com a noite livre para fazer tudo que eu tenho que fazer... Fico me perguntando se eu realmente daria conta. Se eu sou eficiente o suficiente pra isso e conseguiria atingir meus objetivos. É claro que se eu fizer cursinho a cobrança aqui de casa vai ser muto maior, pois vai ser um dinheirão por mês em estudos. Agora, imagina se eu faço e mesmo assim não passo? Aí vai ser pior ainda... Falando nisso eu ainda não sei o que fazer. Penso muito em odonto, mas não sei se tenho realmente vocação pra mexer com sangue e essas coisas todas. O problema é que não me passa nada além disso na cabeça, claro que tenho vontades meio bizarras mas impossíveis, do tipo "ser uma atriz da globo", risos. Sei que isso é muito impossível, meus aninhos de teatros não seriam capazes de me levar pra esse caminho, e eu também não faria teatro nem nada.
Sei que to falando coisas nada interessantes pra ninguém, mas como ando ficando muito sozinha precisava falar isso, nem que fosse pro meu blog. Também ando numa fase um pouco difícil, uma maré braba como se diz. Parece que todo mundo some da minha volta. Parece que Papai do céu resolveu dar um tempo de mim. Não sei se fiz alguma coisa, mas que eu saiba não. Ao contrário ando me mostrando muito prestativa e boa moça hehe. O fato é que to numa nostalgia, numa calmaria, mas não numa tranquilidade. Não é uma calmaria boa. é uma calmaria vazia e isso não é bom.

Quem sou eu

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Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil
É claro que eu não sou a melhor pessoa do mundo, mas também não sou a pior. Defendo minhas opiniões, defendo tudo que é meu. Sou extremamente do clube dos intensos, ou é ou não é. Escrever pra mim é uma forma de eu rir, de eu chorar, é uma forma de expressão. Sou autêntica e dedicada. E para mim o que vale é ser feliz e aproveitar os momentos em que este belo universo nos proporciona, pois se estamos aqui é porque somos alguém e temos nossa missão. "Metamórfica como a lua. Enigmática como o espaço sideral. Extremista como os sentimentos. Vivendo em busca da felicidade constante, sem sofrimentos."